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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Mesmo com algumas dificuldades Largo da Ordem recebe muito bem deficientes físicos


Foto: Caroline Silva
Ponto turístico da capital, o Largo Coronel Enéas, mais conhecido como Largo da Ordem, abriga vários exemplares da arquitetura dos séculos XVIII e XIX. Seus prédios antigos atualmente funcionam como bares, restaurantes e centros culturais como o Memorial de Curitiba, o Solar do Rosário ou o Bar do Alemão. Mas será que toda essa história e cultura podem ser vista de perto por deficientes físicos?
O calçamento de paralelepípedos feito no século XIX pode ser um desafio para quem planeja passear por lá, mas não é um impedimento, já que as calçadas possuem guias rebaixadas para facilitar o acesso de cadeirantes. Prédios históricos como o Solar do Rosário e o Memorial de Curitiba possuem rampas de acesso e estrutura adaptada para receber deficientes. Alguns bares da região também contam com rampas e acessos facilitados, um exemplo é o bar The Farm, localizado em frente à Praça Garibaldi. Os bares que não possuem rampas de acesso facilitam a estadia de cadeiras de rodas porque as mesas ficam em frente ao estabelecimento.
O cadeirante Victor Valentim de Bastos, 65 anos, veio para Curitiba a passeio e disse estar satisfeito com os acessos para deficientes na cidade. “Aqui no Largo da Ordem a única coisa que dificultou o meu deslocamento foi a calçada, mas como é uma região histórica da cidade é normal”. Bastos completou falando que mesmo com a dificuldade nas calçadas conseguiu visitar os prédios da região.
Em 2013, foi lançado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) um plano de revitalização do setor histórico, mas o projeto para o calçamento não faz parte do projeto. Segundo a Secretária Municipal de Urbanismo as calçadas do Largo da Ordem passam por reparos constantemente, para evitar que elas precisem ser trocadas e assim manter o lado histórico. 


Por Caroline Silva 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O abandono do projeto de revitalização do Passeio Público

    Até dezembro de 2013 somente obras de emergência, como, por exemplo, a nova pavimentação da pista de corrida, foram entregues. O tão esperado projeto da prefeitura segue parado.

   Em 2013 o atual prefeito, Gustavo Fruet, em conjunto com a Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) e Secretária Municipal do Abastecimento (SEMAB), anunciou um projeto revolucionário que transformaria o Passeio Público no Central Park curitibano. Só que já estamos em setembro de 2014 e em relação ao projeto, apenas a pista de corrida foi entregue.

   Os problemas são inúmeros, falta de placas de sinalização com os nomes dos animais, limpeza do lago, manutenção dos banheiros, sem contar a falta de segurança no local. O tráfico de drogas e prostituição ocorrem na cara do Núcleo de Proteção ao cidadão da Polícia Militar sem que as autoridades façam nada ao respeito. Quem trabalha no local como o comerciante Tony Ever, fica indignado com a situação. " A polícia militar não faz nada, e de vez em quando fazem uma ronda ou outra, mas estão ali para ficar de enfeite mesmo”.

   Foi feito o contato com os órgãos de apoio do projeto e a Prefeitura do estado, mas sem nenhuma resposta concreta.
 
   O passeio Público é o mais antigo parque da cidade paranaense, criado em 2 de maio de 1886, além de ter abrigado o primeiro zoológico da cidade. Ocupando 69.285 m² de área central, é um dos símbolos curitibanos mais conhecidos e precisa dessa revitalização estrutural e social. 

Por Lucyo Pinheiro

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

"Qual é a do seu grafite?"

Foto: Marseille Marés Nachreiner
 
Para que a pintura ocorra sem problemas é necessário que o grafiteiro apresente uma autorização por escrito do proprietário da fachada ou que o comerciante ou morador se apresente no momento da abordagem da Guarda Municipal. Há apenas uma condição: mesmo com autorização, o grafite não pode fazer apologia ao crime ou ao consumo de drogas ilícitas. “Por mais que o proprietário da fachada autorize, não se pode pintar uma folha de maconha, por exemplo”, diz o diretor da Guarda, Claudio Frederico de Carvalho.
Em muro onde há grafite, não se picha. – Essa é a regra desse grupo.
Os grafiteiros são em sua maioria rapazes entre 16 e 27 anos.Geralmente moram na periferia, ou em bairros mais afastados. O Centro Histórico é para eles um lugar de encontro, e mais que isso, um lugar para expor sua arte. Isso porque o centro atrai mais pessoas, ou seja, mais gente para ver os desenhos.


Aceitação

“As pessoas vão abrindo a cabeça, mas é um processo demorado”, afirma o grafiteiro Neto Vettorello.
A grafitagem de estabelecimentos comerciais em Curitiba pode ocorrer não só como uma “troca de favores”, mas também por afinidade entre empresários e grafiteiros. Essa aproximação, porém, não tem ocorrido sem que persistam certas rusgas e arestas a serem aparadas. Até porque ainda há quem não diferencie pichação de grafite e quem insista em usar o spray mesmo sem autorização. Os números da Guarda Municipal mostram que com o aumento da produção de grafites autorizados, enquanto as pichações estão diminuindo.

Por Marseille Marés Nachreiner
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